A saga do ensino em tempo integral no RN

          Governar exige projeto e sintonia entre gestores. O governo de Fátima Bezerra teve como promessa de campanha alcançar 50% das escolas estaduais em tempo integral. Esta promessa encontra resistência do Secretário de Educação Getúlio Marques, que em sua visão, o ensino em tempo integral deve ser do ensino fundamental, e não do ensino médio.

     O Secretário de educação não parece estar sabendo de duas coisas: que a responsabilidade do estado é o ensino médio; e que a governadora Fátima Bezerra ganhou as eleições prometendo garantir escolas de tempo integral no estado, em 50% da Rede. Então qual o problema de ser ensino de tempo integral? Por que os Institutos Federais tem ensino técnico de tempo integral e as escolas estaduais não podem ser de ensino em tempo integral?

Educação em tempo integral

Educação em tempo integral

           Em tempos de desmonte da educação publica brasileira, a governadora do Partido dos Trabalhadores, que se elegeu por dizer querer fazer uma gestão comprometida com as políticas públicas e com os cidadão e cidadãs, não pode fraquejar. Erros desta gestão recairão sobre toda esquerda, sob pena de dizerem que políticos são todos iguais. É crucial fazer diferente.

          Hoje temos capengamente 40 escolas de ensino médio e 20 escolas de ensino fundamental em tempo integral, mantidas pelo estado. Nas 40 escolas de ensino médio em tempo integral instaladas no governo Robson, existem três estágios distintos de implantação. Tem escolas que já obtiveram resultados positivos e possuem toda infraestrutura, as que obtiveram ou não resultados positivos, independente da infraestrutura, e casos de escolas em implantação com dificuldades inúmeras e com apreensão, pois não há sintonia entre os escalões superiores responsáveis pela execução da política.

          Assumir o ensino em tempo integral, não significa abandonar a educação básica, que, se ainda vale na legislação brasileira, é responsabilidade do poder público municipal, assim como, o ensino médio recai sobre “os ombros” do governo estadual, sua Secretaria de Educação, e portanto, seu Secretário, que parece desconhecer nossa realidade por vir de um IF, acreditamos um momento importante a transformação dos CEFET’s e criação dos IFs, mesmo sem dar preferencia a criar escolas de educação básica de tempo integral.

    Não é hora de encerrar o desenvolvimento da escola em tempo integral por desconhecimento de causa do nosso Secretário de Educação, precisamos fazer com que, primeiramente as 40 escolas  ditas de ensino em tempo integral, aconteçam, pois é necessário realizar a promessa de campanha da governadora, tão atacada pela mídia tradicional.

        Para completar, as 40 escolas existem dificuldades inúmeras, que parecem insanáveis, escola sem prédio, escolas onde a gestão e coordenação é responsável de forma não remunerada por duas ou mais modalidades de ensino, além do ensino integral.

É preciso ter foco e prioridade e vamos lá… Ensino integral na responsabilidade do Governo do Estado, ou seja ensino médio, busca de incentivo para o desenvolvimento do ensino fundamental criando parcerias junto à prefeituras e mantendo o ensino fundamental onde existe ou for requerido por escola do estado, sem prejudicar os projetos de ensino médio a serem implantados que juntos com os já implantados darão excelentes resultados.

Sobre mundosofismo

Somos educadores populares e acreditamos na teoria de educação freirena, este espaço se destina a comunicação popular nas mais variadas mídias e formas. Buscamos colaborar com a liberdade de expressão através da defesa absoluta da democratização da mídia, colaborando com causas e movimentos e seus protagonistas nas lutas em todas os meios inclusive através do ciberativismo em Rede Mundial de Computadores.
Esse post foi publicado em Educação, Lei do Piso, Piso Nacional do Magistério, SEECRN e marcado , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para A saga do ensino em tempo integral no RN

  1. Espero que tudo se acerte porque a educação do RN não aguenta mais retrocessos. Permita-me um pequeno esclarecimentos: as “escolas sem prédios” creio que se refere aquelas que estão em reforma, mas ficaram em prédios locados. A rede física do RN é cansada e precisa de continuidade no processo de recuperação. Quanto a mais de uma modalidade ofertada na mesma escola, não era a linha adotada até o ano de 2018.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s