Lutar quando a regra é ceder

É direito do trabalhador/a a licença remunerada, em caso de doença comprovada por um profissional médico, pelo tempo necessário para sua recuperação. Os princípios da bioética garantem o sigilo com relação a doença, isso significa que não compete ao empregador expor o CID a que se refere a doença do trabalhador afastado.

Serra de São Bento 1Foto extraída do blog  http://oparalelocampestre.blogspot.com.br

Tudo escrito até agora parece óbvio, até redundante, mas não é, quando se trata de querer entender a conduta de gestores da Escola Municipal Estudante Maria Auxiliadora em Serra de São Bento no Rio Grande do Norte. A professora Ariadny Moreira ao retornar ao trabalho depois de 30 dias de afastamento do trabalho por ordem médica, foi surpreendida ao encontrar seu atestado medico fixado na parede em área aberta, ao invés de anexado aos seus documentos na pasta da escola, como comprovação da sua vida profissional.

O fato nos faz imaginar que a direção estava querendo dizer que a professora mentia sobre sua condição de saúde, ou será que estava pondo em duvida a ética do profissional médico, que atestou a doença. Caso grave, pois o constrangimento sofrido pela professora pode caracterizar crime, como também não é nada ético colocar em duvida a lisura da conduta médica.

Seus colegas, informaram que a direção da escola culpava ela de ter feito uma denuncia ao Ministério Publico dos 200 dias letivos, que segundo os comentários penalizava seus colegas professores, fato que a professora logo esclareceu colocando uma nota de esclarecimento que em nada agradou a gestão que logo fixou na escola a notificação do Ministério Público – MP e o atestado da professora. Para nós há no mínimo o estranhamento, pois essa conduta da direção não é recorrente e acontece exatamente com a professora que já denunciara assedio moral.

Ao ser procurada pela nossa produção, a professora Ariadny diz saber “que a direção da minha escola cumpre ordem, tenho que ser justa, a direção da escola ainda é cargo comissionado, é obrigada a cumprir as ordens, caso contrario pode perder o emprego, agora que eu não me submeteria a toda ordem, preferiria perder meu emprego a ter que me prejudicar e prejudicar outro servidor”.

A pratica política de alguns gestores públicos surpreende pelo simples fato de querer transformar o que é publico em privado. Ao invés de dialogar frente as criticas, se fecha e tenta amordaçar pelo medo. A escola deveria ser um espaço educativo, participativo e em permanente construção. Precisamos de uma comunidade escolar que enfrente os problemas sem protecionismos, apenas por querer uma educação de qualidade. Vamos sim fortalecer a voz e a luta de quem quer o melhor para sua escola e sua comunidade.

Na luta a professora Ariadny Moreira tem todo o nosso apoio.

Sobre mundosofismo

Somos educadores populares e acreditamos na teoria de educação freirena, este espaço se destina a comunicação popular nas mais variadas mídias e formas. Buscamos colaborar com a liberdade de expressão através da defesa absoluta da democratização da mídia, colaborando com causas e movimentos e seus protagonistas nas lutas em todas os meios inclusive através do ciberativismo em Rede Mundial de Computadores.
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