Negras sim, desiguais não

UNEGRO E CTB Educação realizam oficina preparatória de Turbantes, como parte da organização e mobilização da Marcha Nacional de Mulheres Negras.

Segundo Graça Lucas, oficineira e integrante da UNEGRO, este é mais um momento de reafirmação da negritude da mulher negra brasileira “negra na pele e na alma”. A Oficina tem por objetivo trabalhar de forma lúdica a auto estima da mulher negra mostrando que o resgate da cultura milenar africana do uso dos turbantes ajuda a repensar como o povo negro se ver na sociedade. E explica que o uso do turbante é de origem desconhecida mas na cultura africana e oriental aparece com muita força.

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Chamado de odjá, torso ou turbante segundo a cultura africana ele define a origem da mulher, classe social, estado civil ou se a mesma for adepta das religiões de matriz africana qual Orixá a que pertence, se o torso apresenta uma ponta significa que o orixá de cabeça (ori) é masculino e se tiver duas pontas é de origem feminina. Para os povos negros o uso do torso ou turbante equivale a uma coroa para as mulheres negras, tornando-as rainhas ou princesas.

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A oficina foi usada como mote para trazer o debate da negritude aproximando as mulheres de sua essência ancestral, de refletir como descobrir e afirmar sua negritude, e mesmo como enfrentar o racismo velado que assola a sociedade brasileira. Assim se pensa como tratar de forma lúdica os efeitos do racismo na vida das mulheres brasileiras e como levar este debate para as comunidades onde as mulheres em sua maioria atuam como lideranças.

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Participaram ativamente dessa oficina Da Luz, Carlinha e Maria Lima e mulheres professoras que participam do grupo CTB Educação que aderiram a atividade abrilhantando a ação. Como desdobramento serão replicadas oficinas nas escolas onde elas atuam.

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A Marcha das Mulheres Negras será uma grande mobilização das mulheres negras em todo Brasil para garantir o direito de viver sem discriminações, no dia 18 de novembro em todo país. Unidas construiremos uma sociedade sem racismo, sem machismo, sem violência, sem intolerância religiosa, sem lesbofobia, ou preconceitos. As mulheres exigem do Estado que ouça sua voz e direitos, com politicas de promoção da igualdade.
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Sobre mundosofismo

Somos educadores populares e acreditamos na teoria de educação freirena, este espaço se destina a comunicação popular nas mais variadas mídias e formas. Buscamos colaborar com a liberdade de expressão através da defesa absoluta da democratização da mídia, colaborando com causas e movimentos e seus protagonistas nas lutas em todas os meios inclusive através do ciberativismo em Rede Mundial de Computadores.
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