Educação municipal em greve: Curvelândia e Rio Branco

Os profissionais da Educação do município de Curvelândia (296 km da Capital) entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão tirada em Assembleia definiu pela paralisação na segunda-feira (09.02), início do ano letivo. A cidade será a segunda localizada na macro região de Cáceres que terá o início das aulas suspenso. A outra é Rio Branco (336 km de Cuiabá). Ambas estão mobilizadas por descumprimento de acordos firmados com o executivo municipal.

Em Curvelândia, os trabalhadores da educação aguardavam a reposição de 13,01% no piso salarial, cuja a data base seria janeiro. O repasse não foi realizado e os profissionais foram surpreendidos com o encaminhamento do executivo para a Câmara Municipal de projeto rompendo o acordo de 2014, quando a luta sindical conquistou a unificação da carreira dos profissionais da Educação.

“O piso da categoria é de R$ 1.200,00, proporcional a 30 horas. O município paga com base na jornada de 40 horas do piso nacional”, esclarece o diretor regional do Sintep-MT, Edimilson José Ferreira. Para este ano a luta dos profissionais será a incorporação dos 13,01% de reajuste e a garantia da unificação das carreiras.

No município vizinho, Rio Branco, a mobilização acontece há mais de uma semana. Os trabalhadores da rede municipal aguardavam resposta há oito meses do projeto que implanta o Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCC’s). Um ofício encaminhado pela subsede do Sintep de Rio Branco para o executivo municipal informou à categoria que um novo projeto estava para ser tramitado na Câmara Municipal.

Ao ter acesso ao documento, a subsede do Sintep de Rio Branco constatou o retalhamento na proposta original feita pela categoria. Na versão da prefeitura as carreiras são fragmentadas desconfigurando todo o projeto elaborado pelos trabalhadores da Educação. Inconformados com o descaso, os profissionais se manifestaram e com apoio da comunidade escolar definiram pela greve.

Várias rodadas de negociação estão programadas com a comunidade escolar, inclusive com a participação de pais e responsáveis dos estudantes.  Uma passeata na segunda-feira abriu as manifestações públicas que ocorrerão até que a prefeitura reveja o posicionamento e cumpra o acordo fechado com os profissionais.

Assessoria/Sintep-MT

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