Comunicadores da Saúde debatem o SUS na 14ª CNS

Assessores de comunicação de Secretarias e Conselhos, jornalistas da grande imprensa e blogueiros estiveram presentes à Oficina ‘Diálogos – Mídia e Saúde’

Os presentes buscaram discutir a melhor forma de fazer com que a informação circule entre as instituições, entidades e veículos de mídia, alcançando o objetivo primordial: chegar à população. “Estamos montando um canal permanente e respeitoso com os veículos de comunicação. O papel constante de crítica que a imprensa tem, melhora muito a gestão da Saúde. Outro papel fundamental é reforçar a luta contra o preconceito, por exemplo, em relação à aids. No mínimo, a imprensa não pode reforçar o preconceito . A imprensa pode ajudar muito nisso e entender mais sobre o SUS, nos ajudando a mudar a Saúde para melhor”, disse o ministro Padilha, ressaltando o Dia Mundial de Combate à Aids, comemorado nessa quinta-feira, 1º de dezembro.

A falta de informações mais detalhadas sobre o SUS foi destacada por Odorico Monteiro, secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde. “Há um desconhecimento muito grande na imprensa sobre o que é o SUS. O Brasil foi o primeiro país a colocar na constituição a Saúde como uma condição democrática e assim conseguimos garantir a Saúde como um dever do estado. Hoje gastamos 8% do PIB com a Saúde e somos o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes com sistema universal. Temos um dos melhores programas de imunização do mundo, um dos melhores programas de aids e somos os primeiros em transplantes públicos”.

A importância de destacar as conquistas do SUS e os desafios diários foi destacada pelos participantes da Oficina. “A Comunicação em Saúde é estratégica e fundamental para garantir o melhor atendimento ao cidadão. Informar, mais do que um bem público, é determinante para a vida do cidadão”, comentou Fátima Gomes, chefe da assessoria de comunicação do Ministério da Saúde.

A opinião é compartilhada por Maria de Lourdes Rodrigues, coordenadora -adjunta da Comissão de Comunicação e Saúde do Conselho Nacional de Saúde. “Temos que garantir à população o direito da informação por um lado e à Saúde por outro. Nós aqui, em um evento como esse, podemos construir pontes, criar alianças importantíssimas. Não é uma iniciativa comum juntar assessores e jornalistas no mesmo evento. Geralmente, estão em lados opostos. Por isso, a grandeza desse momento”.

O encontro foi uma oportunidade para que os profissionais pudessem trocar experiências. “É muito importante colocar lado a lado o assessor da Saúde e o jornalista da imprensa que cobre Saúde. Faz com que eles conheçam um pouco mais sobre o nosso trabalho. Encurta a distância e as pessoas passam a falar a mesma língua”, assinalou Anderson Acendino, assessor da Secretaria Estadual de Mato Grosso

O SUS como base da informação ao público de grandes veículos de mídia já é uma realidade. Foi o que apresentou Fabiane Leite, ex- Folha de S.Paulo e O Estado de São Paulo e produtora do programa matutino ‘Bem Estar’, da Rede Globo. “Nosso foco é informação útil de Saúde. Falamos de prevenção e do que está acessível no SUS. O programa acolheu o SUS como foco de suas pautas. Eu me pego algumas vezes pensando como é incrível estar dando certo”, comentou.

Para Fátima Oliveira, médica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e blogueira do ‘Tá lubrinando – escritos da Chapada do Arapari’, a mídia, em geral, retrata o Sistema de forma totalmente equivocada. “O SUS que aparece na mídia é irreal, é como se fosse apenas medicina para pobre. A maior parte dos jornalistas que cobre Saúde não conhece Saúde Pública. Precisamos cobrar a função social do jornalismo. Por que ele não se coloca na luta pelo SUS? As denúncias têm que ser feitas, os desvios de recursos, mas precisam pensar como a denúncia pode ser transformada em um degrau de apoio ao SUS”, salientou.

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