A sociedade, realmente está preocupada com a questão das drogas, entre os mais atingidos com a situação estão os pais e familiares, principalmente dos usuários de crack e oxi. O governo do Rio de Janeiro vem a vários meses fazendo uso do internamento compulsório, utilizando policiais para realizar a “triagem”.
Agora a Presidenta da República, contrariando os indicativos da 14 Conferência Nacional da Saúde, do Ministério da Saúde e todo o debate e a legislação da reforma sanitária e psiquiátrica, libera 4 bilhões para realizar o tratamento involuntários dos dependentes de drogas no Brasil.
Nesse senário as Comunidades Terapêuticas se autoapresentam como as destinatárias desses recursos, porém a mais das vezes, o paraízo que se vende como a qualidade das comunidades, não tem nada a ver com a realidade vivida enquanto interno.
A violação dos Direitos Humanos e a qualidade dos atendimentos de saúde são os principais problemas que podem ser encontrados nas comunidades terapêuticas. Falta de psiquiátras, psicólogos, nutricionistas, tecnicos de enfermagem, entre outros, bem como tratamento desumano ou a perspectiva do doutrinamento religioso são a realidade da maioria das comunidades, além da perspectiva da cobrança pelo serviço, mesmo nas confecionais.
O CAPS Centro de Atenção Psicossocial é um serviço da rede básica de atenção que possui as condições de atender com qualidade e de forma laica os usuários de alcool e outras drogas, sendo na nossa visão, o real endereço para a aplicação dos recursos públicos junto com os hospitais públicos, conforme preconizou a 14 Conferencia Nacional da Saúde.
Vejam abaixo alguns vídeos escolhidos para embasarem esse debate.
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